A maior das ignorâncias é o preconceito, mas o pior dos preconceitos é aquele que ocorre contra a ignorância.
This entry was posted on May 9, 2008 at 11:03 pm and is filed under Uncategorized. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed.
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Ultimamente venho questionando muito com a frase:
Ignorância é uma benção.
Então lanço uma pergunta…
Sera que o preconceito contra a ignorância ,este sentido por obviamente pessoas nao ignorântes, não é de certa forma uma inveja ao ver o “ignorânte” “”"”"feliz”"”"”? (notem as mil aspas).
Pois o conhecimento corroe, e entristece, ou acontece apenas cmg?
Conhecer certos fatos com certeza pode nos entristecer, mas o conhecimento tende a ser fascinante para o ser humano e é prazeroso satisfazer a curiosidade. Quem nunca sentiu um prazer imenso por descobrir algo novo?
Acredito, porém, que não exista nesse mundo uma pessoa ignorante levando em consideração o sentido apreendido à palavra por Gian, uma “ignorância” extremamente abrangente. Acredito, também, que não é o conhecimento que traz a tristeza, mas o próprio homem; no homem há a capacidade da tristeza e da alegria.
Quando estão tristes, algumas pessoas que se julgam cultas simplesmente olham para outrem com inveja e consideram a “ignorância” “culpada” pela felicidade tentando elevar seus próprios atos. Muitas vezes atos sem sentido para a própria pessoa, o que corrói, pois não passa de um estofo falso, estofo imposto pela própria sociedade “culta” em que se encontra.
Explicando agora o sentido da frase. Usei o valor de ignorância parcial da palavra: posso dizer que sou ignorante em relação à cultura albanesa sem que isso cancele o conhecimento que tenho em alguma outra área.
É um erro as pessoas julgarem ignorâncias como o preconceito algo extremamente baixo, pois tendem a escondê-las de si mesmos. Esquecem que o ser humano está sujeito a esses erros e que somos todos ignorantes e preconceituosos, seja qual for o tipo de ignorância e preconceito. Esquivando-nos da culpa, simplesmente tentamos esconder ou condenar o que é aparente, mas nunca conseguimos entender o problema e julgá-lo seriamente.
Obrigado pela participação Gian! Continuem escrevendo seus pensamentos. Obrigado novamente!
Sem dúvidas, preconceito contra a ignorância é a negação da própria condição. Sendo mais socrática, uma coisa meio “só-sei-que-nada-sei”.
Mas será que a ignorância muitas vezes não é um escape? Há quem não ache prazer na fascinação do conhecimento, e sim se sinta intimidado.
Isso ocorre, mas será que é algo natural do ser humano? Uma criança é extremamente curiosa. Como ela passa a se sentir intimidada pelo conhecimento que antes procurava? Algum problema em sua criação?! Pais sem tempo para responder aos infinitos por quês?! Algum ato terrorista contra sua vontade de entender o mundo?! Seria muito importante para o desenvolvimento desse tema se conseguíssemos trazer para a discussão um psicólogo da área. Quem sabe assim obteríamos algumas respostas e mais várias perguntas, para cada vez mais por quês. Por quê? Por quê? Por quê?
Eu não disse que era natural. Disse que há gente. Convenhamos, se fosse natural, a probabilidade da sociedade humana ter se tornado o que é seria muito menor. Faz sentido ser de criação, sim. Tem gente que não está acostumada a lidar com a experiência do aprendizado e da absorção de conhecimento, por mais absurdo que isso soe. E gente que não sente a necessidade de entender o mundo; ou negligencia.
Mas realmente, por quê, por quê, por quê?
May 9, 2008 at 11:49 pm |
uahhauauh me lembrou o Anibal….
Eu discordo parcialmente…
alias …
nao sei…
ahahuauh
Ultimamente venho questionando muito com a frase:
Ignorância é uma benção.
Então lanço uma pergunta…
Sera que o preconceito contra a ignorância ,este sentido por obviamente pessoas nao ignorântes, não é de certa forma uma inveja ao ver o “ignorânte” “”"”"feliz”"”"”? (notem as mil aspas).
Pois o conhecimento corroe, e entristece, ou acontece apenas cmg?
May 10, 2008 at 6:38 pm |
Conhecer certos fatos com certeza pode nos entristecer, mas o conhecimento tende a ser fascinante para o ser humano e é prazeroso satisfazer a curiosidade. Quem nunca sentiu um prazer imenso por descobrir algo novo?
Acredito, porém, que não exista nesse mundo uma pessoa ignorante levando em consideração o sentido apreendido à palavra por Gian, uma “ignorância” extremamente abrangente. Acredito, também, que não é o conhecimento que traz a tristeza, mas o próprio homem; no homem há a capacidade da tristeza e da alegria.
Quando estão tristes, algumas pessoas que se julgam cultas simplesmente olham para outrem com inveja e consideram a “ignorância” “culpada” pela felicidade tentando elevar seus próprios atos. Muitas vezes atos sem sentido para a própria pessoa, o que corrói, pois não passa de um estofo falso, estofo imposto pela própria sociedade “culta” em que se encontra.
Explicando agora o sentido da frase. Usei o valor de ignorância parcial da palavra: posso dizer que sou ignorante em relação à cultura albanesa sem que isso cancele o conhecimento que tenho em alguma outra área.
É um erro as pessoas julgarem ignorâncias como o preconceito algo extremamente baixo, pois tendem a escondê-las de si mesmos. Esquecem que o ser humano está sujeito a esses erros e que somos todos ignorantes e preconceituosos, seja qual for o tipo de ignorância e preconceito. Esquivando-nos da culpa, simplesmente tentamos esconder ou condenar o que é aparente, mas nunca conseguimos entender o problema e julgá-lo seriamente.
Obrigado pela participação Gian! Continuem escrevendo seus pensamentos. Obrigado novamente!
May 11, 2008 at 10:38 pm |
Sem dúvidas, preconceito contra a ignorância é a negação da própria condição. Sendo mais socrática, uma coisa meio “só-sei-que-nada-sei”.
Mas será que a ignorância muitas vezes não é um escape? Há quem não ache prazer na fascinação do conhecimento, e sim se sinta intimidado.
May 11, 2008 at 11:41 pm |
Isso ocorre, mas será que é algo natural do ser humano? Uma criança é extremamente curiosa. Como ela passa a se sentir intimidada pelo conhecimento que antes procurava? Algum problema em sua criação?! Pais sem tempo para responder aos infinitos por quês?! Algum ato terrorista contra sua vontade de entender o mundo?! Seria muito importante para o desenvolvimento desse tema se conseguíssemos trazer para a discussão um psicólogo da área. Quem sabe assim obteríamos algumas respostas e mais várias perguntas, para cada vez mais por quês. Por quê? Por quê? Por quê?
May 11, 2008 at 11:58 pm |
Eu não disse que era natural. Disse que há gente. Convenhamos, se fosse natural, a probabilidade da sociedade humana ter se tornado o que é seria muito menor. Faz sentido ser de criação, sim. Tem gente que não está acostumada a lidar com a experiência do aprendizado e da absorção de conhecimento, por mais absurdo que isso soe. E gente que não sente a necessidade de entender o mundo; ou negligencia.
Mas realmente, por quê, por quê, por quê?